Vivian Fornazier – Summer Camp 2018

Vivian Fornazier – Summer Camp 2018

E o Summer camp 2018 chegou ao final. Que experiência foi essa, minha gente?
Uma colônia terapêutica de férias de três semanas para crianças dentro do espectro autista. Foram 21 dias de muita troca, conheci profissionais do país inteiro, dividimos todos os perrengues de estar fora de casa, dormindo, acordando, comendo (muito coentro), estudando e trabalhando juntos em tempo integral. Foi uma experiência muito difícil, mas proporcionalmente rica. Não sei se tenho como mensurar tudo que aprendi com essa galera que topou comigo o desafio desses últimos dias.
Acho que muitas pessoas sabem que há algum tempo venho trabalhando e estudando os autismos. Ao longo desse tempo eu fiz diversos cursos, fui em muitas palestras, li artigos e pesquisei bastante sobre o assunto, em diferentes âmbitos. Tive e tenho muitas dúvidas, em alguns momentos não soube o que fazer e não tive com quem trocar. Questionei e sofri muito vendo crianças pequenas completamente dopadas de medicação e práticas que considerei desrespeitosas, invasivas e agressivas, sendo consideradas tratamento.
O ano passado conheci o modelo DIR/Floortime. Foi um alívio ver que existiam outras maneiras de pensar o autismo que se encaixavam mais com a minha maneira de ver o mundo. Dessa forma vim parar em Recife para absorver ao máximo sobre a prática, com a responsável por trazer o modelo ao Brasil, Patrícia Piacentini. Foram três semanas muito intensas no que diz respeito ao conhecimento prático e teórico, sem falar de todo o movimento emocional. Essa experiência foi surreal. Vi o autismo sob uma perspectiva completamente diferente de qualquer outra que já havia tido contato. Vi uma visão médica que apresenta maneiras não agressivas de tratamentos e que pensa no sujeito como um todo. Ouvi sobre pesquisas e conteúdos que não sabia que existiam. Vi profissionais fazendo um trabalho muito respeitoso, cuidadoso e relevando cada sujeito em sua singularidade. Acompanhei o processo de mudança de varias crianças e compartilhei com as famílias a alegria de poder vê-los, em três semanas, ampliando suas capacidades de engajar e brincar. Ainda estou processando tudo isso, e queria compartilhar com todo mundo o quanto é importante “pensar fora da caixa”. Questionem, busquem, explorem. Não precisa ser através do DIR, existem muitas práticas que podem ser interessantes para cada caso. Mas não tomem algo como absoluto se isso não está sendo respeitoso.
Me coloco totalmente à disposição para compartilhar o pouco que sei com quem quiser conhecer mais sobre o modelo. E se alguém tiver algo pra trocar comigo, mande mensagem também!
Agora volto pra casa com o coração cheio de alegria e com muito carinho por tudo que vivi aqui.
Meu muito obrigada aos profissionais que conheci, à equipe do CDI e principalmente as famílias que compartilharam sua história comigo, com muito carinho e confiança. Não tenho palavras para descrever as transformações que essa experiência me proporcionou.
Até mais Recife, “tchau tchau CDI, foi muito bom estar aqui” 🎶

1 Comentário

  • Posted 26 days ago

    Luciene Sousa Marques

    Estou interessada em participar do evento . Gostaria de informações sobre valores.

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